Archive for abril, 2010

1
20
abr

Proprietários de Harley vão para a estrada fazer amigos

Laranjeira e Penélope formam uma dupla e tanto. Pelo menos duas vezes por ano, os dois “caem” na estrada para reencontrar velhos amigos e fazer novas amizades. Ele é advogado internacional e reside nos Estados Unidos. Ela, uma Harley-Davidson Ultra. A moto fica em São Paulo, onde o advogado mantém um apartamento. Quando vem ao Brasil a trabalho, Laranjeira sempre arruma um jeito de conciliar a obrigação com a diversão.

No Primeiro Encontro de Harleyros de Maringá, que trouxe motociclistas de vários Estados, Laranjeira embarcou somente para voltar à cidade que conheceu em 1960 e prestigiar o aniversário de um dos amigos harleyros. “Vamos sempre aos encontros realizados pela primeira vez”, diz ele. A paixão que já o fez rodar 70 mil quilômetros começou há cinco anos. O “batalhador contumaz” decidiu que ao completar 60 anos não usaria mais gravata e relógio e deixaria o cabelo crescer.

Se o rabo de cavalo ficasse bonito, compraria uma Harley-Davidson. Nove meses depois, com o aval da mulher, ele comprou Dolly, a Ultra que fica em Boca Raton, na Flórida. “Sempre andei de motocicleta, mas faltava o espírito. A Harley é mais do que uma moto. Ela simboliza a liberdade e a amizade”, diz ele. Em fevereiro, Laranjeira deu a volta na Flórida com quatro amigos brasileiros, os mesmos que encontrou em Maringá neste fim de semana. “Não importa o que faça ou o quanto você tem, mas a máquina que pilota. Ela é que nos agrega.”

Na companhia do irmão e do filho, Laranjeira está propenso a percorrer, em 2011, os 15 mil quilômetros que separam a Flórida do Alasca. Mais do que uma grande aventura, ele garante que é só uma desculpa para andar de moto.

Volta à infância

O advogado não se arrepende de ter sido contaminado com o espírito harleyro há pouco tempo, mas reconhece que a vida ficou melhor depois que descobriu o universo resumido pela máxima “de carro se vê a paisagem. De moto, se é a paisagem”. O empresário paulistano Antônio Battistella também acredita que a Harley-Davidson entrou na sua vida no momento certo. “Era preciso deixar de pensar só em negócio e voltar a brincar”, conta.

O caro brinquedinho, uma Springer zero quilômetro, foi adaptado para se parecer com o modelo 97, por sua vez inspirado no modelo 1937. Ao contrário de Laranjeira, Tela, como é conhecido entre os harleyros, chegou até a lenda sobre duas rodas por indicação médica há 12 anos. Sem saber nem engatar a marcha, ele demorou dois anos para conseguir a habilitação. Nesse tempo, aprendeu tudo sobre a marca, para ele a única que quebra todos os tabus sociais ou financeiros. “Ninguém pergunta o que o outro faz, a empatia é automática”.

Outra lição importante foi saber que faz parte de um mito mundial. Tela já rodou 200 mil quilômetros e cultiva a disposição para dar uma grande volta por países europeus e cruzar a América do Norte. Apesar das boas amizades e do prazer em viajar na companhia de outros harleyros, Tela revela que prefere viajar sozinho. “Cada viagem é um encontro comigo mesmo e com Deus”.

De Maringá, o empresário pega a estrada até Foz do Iguaçu e retorna para São Paulo no meio da semana. Como autêntico harleyro, ele sabe o dia em que sai de casa, mas deixa a estrada definir o destino final e a hora de voltar.

Fonte: Jornal O Diário do Norte do Paraná

http://www.rockriders.com.br

2
19
abr

DENNIS HOPPER – EASY RIDER

Gente, a vida é cruel. Passa rápido, e é uma só.
Infelizmente, Dennis Hopper, que estrelou ao lado de Peter Fonda o maior filme da história no que diz respeito ao estilo Harley-Davidson de ser, Easy Rider (Sem Destino), está muito mal.
Leiam à reportagem e assistam ao clip no You Tube, com o início do filme, ao som da música ali imortalizada e que virou o hino de todo mundo que ama cair na estrada.
Uma curiosidade:
Na letra de Born To Be Wild, um trecho diz: “Heavy Metal Thunder”, ou seja, ‘trovão de metal pesado’, referindo-se ao som das motos Harley-Davidson, o trovão que sai do metal pesado das motos.
Foi ali que se viu, pela primeira vez, o termo Heavy Metal, difundindo-se depois a todo estilo de música pesada e ‘barulhenta’. Logo, sempre que você ouvir este termo, lembre-se que foi inspirado no som das motos HD.
Abraços,
Marcelo.

Enviado por: Zenilson Leite Baptista

HOMENAGEM A DENNIS HOPPER

VÍDEO EASY RIDER

2
19
abr

Harley Davidson vai à Justiça no Brasil

Fabricante americana conseguiu liminar para quebrar contrato com empresa do Grupo Izzo, distribuidora exclusiva das motos no País Reuters/Brian Snyder.

São Paulo, SP – A fabricante americana de motos Harley Davidson conseguiu na Justiça uma liminar para rescindir seus contratos com seu distribuidor exclusivo no Brasil, a empresa HDSP Comércio de Veículos, pertencente ao Grupo Izzo. Segundo a decisão, publicada no último dia 12, a rede de concessionárias continuará a comercializar os produtos da marca Harley Davidson por um prazo de 120 dias. “Esse tempo será usado para a busca de novos parceiros comerciais. A HD não vai paralisar suas atividades no Brasil”, diz Celso Caldas Martins Xavier, sócio do escritório Demarest&Almeida e representante da Harley Davidson. O Grupo Izzo informou que vai pedir a reconsideração do juiz e recorrer da decisão.

Segundo a ação judicial a que o Estado teve acesso, um dos principais argumentos da H D para pedir a quebra do contrato foi a suposta violação do acordo de exclusividade entre as partes. A HDSP teria vendido motos e produtos de marcas como Ducati, Benelli, Malaguti, Polaris e Husqvarna. No processo, os advogados da empresa americana citam cupons fiscais da compra de produtos de concorrentes em que constam o CNPJ da HDSP. Consultado, Paulo Izzo, representante do Grupo Izzo, afirmou que não vende marcas diferentes da Harley Davidson sob o CNPJ da HDSP.

Outro argumento apresentado pela fabricante americana diz respeito à “associação indevida da marca H D às marcas de competidores”. Na ação, são apresentados cartões de visita das lojas do Izzo em que o emblema da H D aparece ao lado do símbolo de concorrentes. A H D também alega que houve uma alteração na estrutura societária da HDSP, com a entrada de duas novas empresas que possuem a autorização da Superintendência da Zona Franca de Manaus para montar uma fábrica de motos da marca Triumph – o que configuraria um caso de conflito de interesses. Para ambas as acusações, Izzo informou que a HDSP “se adequou aos pedidos feitos pela H D”.

Reclamações
Por fim, a H D baseia sua ação no suposto mau atendimento a clientes. A empresa cita que alguns consumidores chegam a esperar entre 30 e 60 dias pelo emplacamento de suas motos. O atraso seria resultado de um esquema ilegal em que a concessionária empenharia as motos já vendidas a bancos como garantia para empréstimos de fluxo de caixa. Em resposta, Izzo afirmou que o único modelo utilizado pela concessionária é o chamado “floor plan”. Segundo ele, trata-se de uma estratégia legal e comum entre concessionárias de veículos em que os bancos passam a financiar a revendedora com a fábrica.

No processo, a H D cita, ainda, diversos blogs e comunidades na internet em que consumidores reclamam da qualidade do serviço prestado pela Izzo. "Para a H D, a satisfação do cliente é a grande prioridade. Com a frustração dos consumidores, a empresa viu que precisava agir”, diz Ronald Mincheff, presidente da agência de comunicação Edelman no Brasil e porta-voz da fabricante americana.

Izzo rechaça as acusações. “Qualquer marca recebe reclamações. Somos premiados pela H D por nosso desempenho há anos. Só em 2009, ganhamos prêmios globais da empresa de melhor design de loja, maior taxa de crescimento e excelência em serviço”, diz Izzo. “Como alguém pode ganhar tanto prêmio e ser tão incompetente como a empresa diz?”

Para Izzo, a explicação para a disputa judicial movida pela fabricante americana está na intenção da H D em mudar seu modelo de atuação no Brasil. “Fui comunicado pela matriz que a empresa queria assumir a gestão do negócio no Brasil e abrir espaço para novos concessionários antes do fim do nosso contrato, que vai até dezembro de 2015″, diz. Hoje, muitas das decisões estratégicas da H D no Brasil estão sob responsabilidade da HDSP, como a política de marketing e comercial. A H D afirma, no entanto, que a ação contra a concessionária foi motivada apenas pelo desrespeito às regras contratuais.

Fonte: www.vrum.com.br